quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Não havia nada lá?

Não Havia Nada Lá é o nome de uma música do Moska... Não é muito conhecida das pessoas, não foi hit e até onde sei não tocou em novela... Mas é uma canção linda e, como tantas outras dele, é uma poesia cantada...

Recentemente, fui convidado a fazer parte da coletânea "Descobrindo - Antologia de novos escritores", e a poesia "Inesperadamente" (presente aqui no blog) foi selecionada para fazer parte do livro... Fiquei super feliz, claro! Mas me pus a refletir sobre ser um poeta... E percebi que não me considero um... rs... Poeta pra mim é Fernando Pessoa (adoro!), é Carlos Drummond, é o Lenine (um poeta, sim, e que fui descobrir em sua plenitude há pouco tempo)... Enfim, na verdade me percebo como alguém que escreve... Escritor, essa definição eu aceitaria... Pois escrevo, quando em verso, aquilo que sinto, aquilo que penso, que reflito... Por vezes me valho de figuras, para dizer nada além do que aquilo que vai em minha alma, e disfarço figurativamente apenas para não te-la exposta nua e indefesa... Seja como for, sigo compartilhando com quem acompanha o blog meus passos, ou tropeços, rs, pela arte...

Aqui a capa do livro (minha primeira publicação!):

E aqui minha singela tentativa de interpretar a canção do Moska... Tocar e cantar não é mole não! Fazendo apenas uma das coisas eu juro que sou menos pior... rs... Lá vai:







quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quase-epitáfio

Nota: Publicado inicialmente no Facebook, esse breve poema, por alguma razão que me foge, foi de agrado de muitas pessoas que leram, sendo bastante compartilhado por lá... Publico-o aqui para mantê-lo próximo de seus pares, devidamente registrado e guardado.


Quando eu me for,
deste pro outro lado do manto,
peço pouco:
Que não me acendam velas,
pois delas mal suporto o cheiro...
Se eu precisar de luz,
me iluminem com seus bons pensamentos,
suas boas lembranças
me iluminem com suas preces sinceras,
não com orações ensaiadas...
Peço que não se reúnam para sofrer por mim...
Se em vida eu tiver feito o possível para não magoá-los ou entristecê-los,
não me furtem o direito de continuar sendo motivo de alegria, não de tristeza...
Reúnam-se para relembrar os bons momentos que vivemos,
gargalhem ao lembrar de nossas piadas, de nossas risadas soltas...
Celebrem o que vivemos de bom e mantenham a chama do acesa 
de tudo o que nos manteve juntos
não das velas que remetem à ida, que por algum tempo,
nos manterá separados...


7 de Outubro de 2013


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Às Folhas


Uma rajada
mais forte que as de sempre
e de repente percebo
o quanto é estranho ser folha
folha que cai
que se solta
que voa e que seca

É estranho ser folha
porque a árvore não te estende o galho
não tenta te amparar
a árvore não sofre por ti
não porque a árvore seja má
mas porque tu és folha
só folha

É estranho demais ser folha
folha que quando é
é só mais uma
e quando cai
é só mais outra
somente um vestígio insosso
de algo que não alimentou
por nem ao menos florir
somente folha
folha que outrora fora
para então apenas ressequir


É triste, isso sim
é triste ser folha
bom era ser árvore
com sua pompa e indiferença
com seus galhos ofertando vida
se bem que ao pensar
bom mesmo era ser ar
era ser vento
vento que leva a folha ao soprar
mas que se quiser
tira até a árvore
de seu parvo ostentar


01 de Julho de 2013