sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Trampolim - uma canção do Moska

Um improviso que me deu muita alegria em fazer... O nome da canção é mais que pertinente, porque demonstra o movimento que este blog significa: um salto no desconhecido. Aqui, trago a forma mais genuína de mim, minha forma de ver o mundo, os relacionamentos, sentimentos... Isto aqui pra mim é um imenso trampolim, onde pulo quase de olhos vendados, sem saber, e nem precisar, o que vem depois. 

Hoje quase sei onde quero ir
então corro menos
aprecio cada passo incerto
pois hoje incerto é tudo que sou
a certeza já não me cabe
tanto quanto não caibo nela...


Trampolim - canção do Moska na minha humilde mas sincera interpretação: 


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sem título

Nota: Encontrei esse poema no meio de um caderno antigo... Ele vinha com uma data no final, mas não me recordo do momento em que o escrevi, ainda que compreenda e reconheça o sentimento de que trata... Não havia título...

Não tem porque você querer me explicar
eu também estava lá

Eu estava lá
quando começou a ventar,
e você disse que não era pra eu me preocupar
eu estava lá
quando o tempo fechou,
e gritei pra você
que a gente tinha que se abrigar
mas você preferiu me ignorar
agora não adianta querer perceber
querer me escutar
o vento levou tudo o que tinha pra levar

Eu senti o chão tremer
senti aquilo que tinha no ar,
querendo se dissipar
vi o telhado nos descobrir
o vidro trincar
a parede ruir
se a nossa vista vem da mesma janela,
por que só eu consigo enxergar?

Não tem porque você querer me entender
Você também estava lá

26 de Março de 2007.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Intervalos



Eis que,
na luz que ilumina escusa
enxergo em falso
e não percebo que por vezes
o meu problema não é
não entender,
pois até entendo
o problema é que dói
e eu queria que não doesse

Cansaço de ser elo
cansaço de ser belo aos olhos
de quem não me vê
e no cansaço do silêncio corroído,
rogo por dias melhores
por escolhas melhores
pois não é a tempestade,
o mar bravio,
ou a água que entra no barco,
é a espera pela próxima onda
onda incerta, errante
que nos leva à frente
ou ao fundo

O céu às vezes chove,
e às vezes chora, como hoje
a verdade é que parece,
mas só parece,
que é sempre a mesma coisa...


Setembro / 2013