segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sem título

Nota: Encontrei esse poema no meio de um caderno antigo... Ele vinha com uma data no final, mas não me recordo do momento em que o escrevi, ainda que compreenda e reconheça o sentimento de que trata... Não havia título...

Não tem porque você querer me explicar
eu também estava lá

Eu estava lá
quando começou a ventar,
e você disse que não era pra eu me preocupar
eu estava lá
quando o tempo fechou,
e gritei pra você
que a gente tinha que se abrigar
mas você preferiu me ignorar
agora não adianta querer perceber
querer me escutar
o vento levou tudo o que tinha pra levar

Eu senti o chão tremer
senti aquilo que tinha no ar,
querendo se dissipar
vi o telhado nos descobrir
o vidro trincar
a parede ruir
se a nossa vista vem da mesma janela,
por que só eu consigo enxergar?

Não tem porque você querer me entender
Você também estava lá

26 de Março de 2007.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Intervalos



Eis que,
na luz que ilumina escusa
enxergo em falso
e não percebo que por vezes
o meu problema não é
não entender,
pois até entendo
o problema é que dói
e eu queria que não doesse

Cansaço de ser elo
cansaço de ser belo aos olhos
de quem não me vê
e no cansaço do silêncio corroído,
rogo por dias melhores
por escolhas melhores
pois não é a tempestade,
o mar bravio,
ou a água que entra no barco,
é a espera pela próxima onda
onda incerta, errante
que nos leva à frente
ou ao fundo

O céu às vezes chove,
e às vezes chora, como hoje
a verdade é que parece,
mas só parece,
que é sempre a mesma coisa...


Setembro / 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Não havia nada lá?

Não Havia Nada Lá é o nome de uma música do Moska... Não é muito conhecida das pessoas, não foi hit e até onde sei não tocou em novela... Mas é uma canção linda e, como tantas outras dele, é uma poesia cantada...

Recentemente, fui convidado a fazer parte da coletânea "Descobrindo - Antologia de novos escritores", e a poesia "Inesperadamente" (presente aqui no blog) foi selecionada para fazer parte do livro... Fiquei super feliz, claro! Mas me pus a refletir sobre ser um poeta... E percebi que não me considero um... rs... Poeta pra mim é Fernando Pessoa (adoro!), é Carlos Drummond, é o Lenine (um poeta, sim, e que fui descobrir em sua plenitude há pouco tempo)... Enfim, na verdade me percebo como alguém que escreve... Escritor, essa definição eu aceitaria... Pois escrevo, quando em verso, aquilo que sinto, aquilo que penso, que reflito... Por vezes me valho de figuras, para dizer nada além do que aquilo que vai em minha alma, e disfarço figurativamente apenas para não te-la exposta nua e indefesa... Seja como for, sigo compartilhando com quem acompanha o blog meus passos, ou tropeços, rs, pela arte...

Aqui a capa do livro (minha primeira publicação!):

E aqui minha singela tentativa de interpretar a canção do Moska... Tocar e cantar não é mole não! Fazendo apenas uma das coisas eu juro que sou menos pior... rs... Lá vai: